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É tempo de festa!!!

Amigos,

Mais uma festa de fim de ano Sinnatrah se aproxima (sábado, 10 de dezembro às 14h) nesse ano que foi cheio de motivos para comemorações em termos de cerveja e cultura cervejeira. A lojinha cresceu, uma pequena multidão participou dos nossos cursos e uma multidão maior ainda passou a fazer cerveja em casa.

A festa vai ser naqueles moldes Sinnatrah, cerveja da casa, uma cerveja convidada especialíssima e petiscos de época. O ingresso (R$ 50) é pago na hora e o consumo é livre. Os ingressos são limitados.

Esperamos vocês lá, de caneca na mão e sorrizinho nos lábios.

Abraços e saúde.

“Ritualística”

 

“Esse colossal consumo é quase sempre – se não sistematicamente – prazeroso: não se bebe cerveja como alimento, não se bebe cerveja como remédio, não se bebe cerveja como rito ou culto (o que ocorre com o vinho), não se bebe cerveja por defastio, não se bebe cerveja por dor de cotovelo ou dores mais à cabeça. Bebe-se pelo prazer de viver, sobretudo conviver – os bebedores solitários de cerveja são poucos e não estão bem, ou falta-lhes, no momento, um amigo. Desde muito cedo, as cervejarias, em várias partes do mundo, se fizeram enormes ambientes, extremamente conviviais, risonhos, extrovertidos, ridentes, cantantes, dançantes até.

É óbvio que, tão social, a prática do consumo da cerveja criou sua própria estilística. Esta se manifesta no estado prévio do bibente, na indumentária do vivente, nos ademanes dos bebedores, nos seus copos até. Um bebedor de cerveja que se reconheça como tal é, antes de tudo, um homem ou uma mulher que não deseja embriagar-se – se o quisesse, poderia dar-se a bebidas dez ou mais vezes fortes do ponto de vista alcoólico, para igual quantidade de líquido. Assim, o que ele ou ela quer mesmo é ter o prazer, a alegria, a satisfação, o encantamento que só a cerveja pode propiciar-lhe. Terá, por conseguinte, seu estômago forrado – mas não sobreforrado. Se comeu antes em excesso, é conveniente que deixe passar o tempo, anes de dar-se à cerveja. Se comeu razoavelmente, preenche o bom requisito. Deve, se possível, estar trajado de forma sóbria, simples e solta: nem cintas ou cinturões, nem roupas apertadas, nem montagens que exigem posturas postiças.

Os zitobalizadores são seres antes de tudo cordiais. Não tem o raquitismo exaustivo dos uisquidores dos litorais. Sua aparência, sem entretanto, é festival: se, por educado, não é de grandes gestos ou grandes gritos, sabe ondular o copo num brinde – que reitera não poucas vezes -, sabe sorrir, sabe rir, sabe até gargalhar, sem perurbar o sorriso, o riso ou a gargalhada contígua. Por isso, as cervejarias que se prezam não esmagam mesas e cadeiras contra mesas e cadeiras: permitem que o vozeiro sonoro se expanda nos ares, como um cantarolar de cérebros satisfeitos.

do livro: “A cerveja e seus mistérios” de Antonio Houaiss, ed. Salamandra.

Leitura altamente recomendável! 🙂

…só faltou acrescentar o hábito de beber água entre uma cerveja e outra, comprovadamente a melhor prevenção contra efeitos colaterais que podem vir a ocorrer no dia seguinte. 😉

Uma boa aplicação desta ritualística pode ser vista na nossa Bebemoração de fim de ano:

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Pra quem perdeu, fique ligado na nossa programação de 2011 (em breve!) para outras oportunidades!

Até lá,

BOAS FESTAS!

E se beber, não dirija!

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