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XXI turma do Curso de Cerveja Artesanal Sinnatrah – Casa cheia, e cheia de cervejeiras!

Amig@s Cervejeir@s,

Nesse último sábado ministramos a XXI turma do nosso tradicional curso básico de fabricação caseira de cerveja artesanal Sinnatrah. Casa cheia, como se tornou costume nos últimos tempos. Fato que é excelente para a cena cervejeira de São Paulo, e do Brasil! Não apenas pela importância da nossa cidade na formação de opinião e mercado consumidor no país, mas principalmente por estamos recebendo alunos de diversas cidades e estados brasileiros. Nessa última turma tivemos o prazer de passar parte dos nossos conhecimentos para o entusiasta e futuro cervejeiro artesanal André Vianna que mora em São Luis do Maranhão! Sem dúvida, o aluno de residência mais distante em nosso país (só perde com certeza para nosso ex-aluno residente na Alemanha, e talvez para alguns argentinos que participaram do curso em turmas anteriores).

A turma de forma geral foi ótima, e bastante diversa. Com mais um ponto bastante memorável, que merece destaque. Tivemos recorde de participação feminina! Parece que as mulheres resolveram mesmo reconquistar o posto de cervejeiras da nossa sociedade. Excelente! Tanto em iniciativas solo, como em parceiras com namorados e maridos. Além disso, todos os futuros cervejeiros se mostraram muito participativos e interessados mesmo nos pequenos detalhes.

Servimos durante o beerbreak do curso XXI duas cervejas que fizemos em colaboração com os amigos da Rockbeer. A “Asfaltibier” e a “8IS”, uma Altbier e uma Russian Imperial Stout, respectivamente. A primeira, uma cerveja Ale híbrida, pois é fermentada com Saccharomyces cerevisiae (a levedura das Ales), mas em temperaturas baixas (de Lagers – de 8-10°C), que ficou com amargor e corpo mediano, espuma consistente, suave aroma e sabor de lúpulo e malte (caramelo). A segunda, um “perigo” com cerca de 9% de álcool, sabor e aroma bastante intensos de café e chocolate amargo, e espuma mais que consistente (da MESMO para comer de colher). Acho que ambas deixaram claro que é mesmo possível fazer excelentes cervejas artesanais, e com as características mais diversas, utilizando métodos caseiros! Só é necessário um pouco de prática para dominar a técnica, e bastante leitura de material especializado para inspirar a criatividade.

No dia brassamos em conjunto a 21° versão da nossa didática APA (American Pale Ale). Dessa vez alteramos a base de maltes (Pale Ale na maioria das versões) para testes. Utilizamos uma mistura de Viena (30%) e Pilsen (66%), com mais 4% de Special B. A ideia é termos um pouco mais de aroma e sabor de caramelo e toffee, sem escurecer demais a cerveja final. Mantivemos os lúpulos Citra, Simcoe e Cascade e o resultado final foram 17L de um Pale Ale com 1.052 de OG e 37IBUs. Mais uma vez os alunos preferiram não repor a água excedente perdida na fervura (um dos mais agradáveis dilemas cervejeiros – mais cerveja, ou mais álcool!) e teremos uma APA com cerca de 5% de álcool e perceptíveis aromas cítricos.

Segue abaixo a foto final do curso!

É.. confessamos que colocamos todas as cervejeiras na frente como jogada de marketing para a turma XXII, que será ministrada em 27 de outubro (mais informações aqui )! 😉

Obrigado a todos e até a próxima turma!

Saúde!

Rodrigo Louro

X Curso de Cerveja Artesanal Sinnatrah – NOVO – Equipamentos!

Amigos cervejeiros,

Nesse final de semana aconteceu a décima turma do nosso curso de fabricação caseira de cerveja artesanal. Outra turma quase lotada, e diversas reservas para nossa XI turma, que será no dia 29 de outubro (se você ainda não é um de “nós”, está ai mais uma oportunidade de se tornar um cervejeiro!).

Turma bem variada, e com alguns já alunos do nosso curso introdutório que foi oferecido com desconto de lançamento no site de compras coletivas Groupon (ATENÇÃO: Turma Aberta em 08 de novembro!). Muito gratificante ver as mesmas pessoas que não esconderam o espanto com a frase: “Dá para fazer cerveja em casa!?!?”, prestando atenção enquanto companheiros fazem a recirculação e a lavagem dos grãos!

Para esse curso inauguramos a venda de dois tipos de kit para fabricação de cerveja em casa. O tradicional, para levas de 20L, com tudo que você precisa para iniciar as produções imediatamente, ainda com a empolgação elevada pelas agradáveis horas do nossos curso. O outro é um lançamento Sinnatrah. Nosso kit de mini-mash, para produções sem grande investimento inicial de 8-10L de cerveja. É um método que adaptamos para popularizar ainda mais a atividade de produção caseira de cervejas. É como o Alexandre disse: “com esse kit, uma pessoa pode fazer cerveja como quem vai passar um cafezinho. Eu já tenho o meu!”. Tirando a sutil diferença de tempo que sua cerveja e um café, ficariam prontas (com a fermentação e maturação, né pessoal do X curso? 😉 ), a analogia é bem válida pela facilidade de manipulação (e redução do tempo de brassagem). Aguardem maiores detalhes por aqui ainda essa semana, ou já escrevam para vendas@sinnatrah.com.br para saber sobre esse, e todos os outros produtos, que oferecemos.

E para os novos cervejeiros do X curso, segue abaixo a foto final da turma, com todos felizes e satisfeitos ao lado de mais uma futura American Pale Ale!

Felizes cervejeiros da X turma do Curso de Cerveja Artesanal Sinnatrah

O mosto está fermentando muito bem desde domingo. Para detalhes do que acontecerá nos próximos dias, chequem os posts do Diário de uma Pale Ale, e lembrem-se que em aproximadamente 15 dias ela estará na garrafa para retirada de parte da produção por cada um dos alunos.

Obrigado a todos os alunos pela turma! Esperamos que vocês tenham gostado, tanto do curso quanto da nossa APA.  E lembrem-se que agora a Sinnatrah além de insumos e ajuda no preparo de receitas, também vende kits básicos de fabricação! Não é brincadeira nosso lema (“tem cerveja no nome, a gente faz!”), e nem que estamos aqui para ajudá-los em todo o processo para se tornarem felizes cervejeiros caseiros!

Saúde!

Equipe Sinnatrah

IX Curso de Cerveja Artesanal Sinnatrah – mais de 100 cervejeiros caseiros iniciados!

Amigos cervejeiros,

Nesse final de semana tivemos mais um de nossos cursos de fabricação caseira de cerveja artesanal. Casa cheia! Lotação máxima e ainda abertura de turma extra para o dia 03 de setembro (se você ainda não é um de “nós”, tai mais uma oportunidade de se tornar um cervejeiro!). Com os 19 novos cervejeiros da nona turma, a Sinnatrah ultrapassou a marca dos 100 alunos!! Isso nos deixa muito satisfeitos e empolgados para continuar com a propagação da cultura cervejeira através desse e de novos produtos e cursos que estamos criando. O curso introdutório que foi oferecido com desconto de lançamento no site de compras coletivas Groupon é apenas um deles. Aguardem!

E para os novos cervejeiros do IX curso, segue abaixo a foto final da turma, com todos felizes e satisfeitos ao lado de nossa futura American Pale Ale!

IX Curso de Cerveja Artesanal Sinnatrah

Nessa brassagem tivemos uma excelente eficiência, 75%. Normalmente a eficiência é um pouco mais baixa em brassagens com tantas mãos envolvidas. Porém a evaporação foi um pouco elevada e com isso acrescentamos 2L de água aos 17L obtidos no final. Com isso nosso mosto final ficou com OG 1,055 (medida); 40,61 IBUs (calculado); 11,23 SRM (calculado). E a cerveja está prevista para ter FG 1,014 e 5,5%ABV.

O mosto vem fermentando vigorosamente desde domingo. E alunos, lembrem-se que ele ficará a temperatura ambiente até sábado que vem e só depois irá para a geladeira (2-4ºC) para maturação a frio, e não o inverso!rs 😛 (piada interna do curso IX). E daqui a quinze dias envasaremos a APA IX e a produção será dividida entre os inscritos. Alias o aluno que responder primeiro (e de forma correta), no comentário desse post, o que está acontecendo com o mosto doce e lupulado nesses quinze dias leva uma garrafa a mais da produção (sim, vale procurar entre os posts do Diário de uma Pale Ale pela resposta 😉 ).

Obrigado a todos os alunos pela excelente turma! Esperamos que vocês tenham gostado, tanto do curso quanto da Brucutu lote 19, e que vocês entrem de cabeça nessa fantástica atividade criativa e manual, cheia de cultura e história! Estaremos aqui para ajudá-los nesse processo.

Saúde!

Rodrigo Louro

O Diário Pale Ale – O envase, Domingo III

Finalmente!!!!

Ontem envasamos a Pale Ale. Na verdade parte dela, pois uma parte foi colocada no keg para a degustação e troca de ideias ali entre os presentes. Utilizamos 5g/L de açucar branco para o primming, e envasamos 18 garrafas. Uns 8 litros foram colocados no keg e recebeu carbonatação forçada. Embora não muito comum entre cervejeiros de primeira brassagem, utilizamos o ácido peracético para a sanitização das garrafas, que foram as boas e velhas ampôlas de 600 mL. Cervejeiro artesanal que se prese coloca sua primeira cria nesse estilo clássico de garrafa.

Após duas semanas no fermentador, sendo uma na geladeira, a FG (gravidade final) ficou em 1,012 (OG = 1,051) resultando em uma cerveja com teor alcoólico 5,08% ABV e uma atenuação real de 61,3%.

Bom, quanto a cerveja eu achei que foi bem sucedida, mas tende a melhorar na garrafa, ficar um pouco mais “redonda” (no bom sentido, claro!) com o passar do tempo. Infelizmente não foi possível fornecer muitas garrafas para cada participante do curso, mas é extremamente interessante quando o cervejeiro faz sua brassagem, acompanhar o desenvolvimento da cerveja através do teste de várias garrafas durante pelo menos um mês. Assim, o cervejeiro consegue detectar variações principalmente na percepção do lúpulo, que normalmente diminui e evidencia outros aromas e sabores escondidos na cerveja mais fresca. É importante dizer, no entanto, que diversos estilos de cerveja, sobretudo aquelas onde o lúpulo é o principal destaque a cerveja não deve ser envelhecida. No nosso caso a Pale Ale não tem tanto corpo e açucar para resistir a uma longa maturação na garrafa e deve atingir sua melhor forma em umas 3 semanas. Além de lúpulo (Columbus, Willamate e Cascade) bem evidentes, e amargor presente, a cerveja ficou um pouco mais escura que eu imaginava, porém, segundo o Beer Tools, dentro do estilo. Possivelmente o malte cristal utilizado tinha especificações de cor diferentes das que eu imaginava, mas nada que pudesse comprometer o resultado final. Notamos ainda alguma presença de malte que pode ser aumentada nas próximas receitas sem prejuízo da cerveja.

Chegamos, assim, ao final da jornada da cerveja do nosso curso. Espero que todos tenham se divertido e aprendido mais sobre as cervejas artesanais e sua produção. Mais que um hobby, fazer cerveja em casa é uma atividade libertadora e excelente oportunidade de fazer amigos. Nós da Sinnatrah sem dúvida fizemos novos amigos nesse curso, e o pessoal que participou também farão muitos em muitas brassagens no futuro. A liberdade consiste em saber que existe algo atrás da cortina das latinhas brancas, das cervejas sem graça e sem vida, que até tem suas utilidades, mas são desnecessárias em 98% do tempo.

MUITO OBRIGADO e lembrem-se, BOAS PESSOAS BEBEM BOAS CERVEJAS (Hunter J. Thompson)

Alexandre Sigolo

PS: Fotos no próximo post!

O Diário Pale Ale – Dia 9, Segunda-Feira, de novo!

Amigos, finalmente a Pale Ale seguiu seu destino rumo ao refrigerador, após 9 dias a temperatura ambiente, uma geladeira problemática e, esperamos, vários graus de atenuação.  Nessa etapa, em seu repouso até domingo quando a envasaremos, grande parte das leveduras e demais materiais particulados vão precipitar. Também nesta etapa diversos metabólitos intermediários serão consumidos pelas leveduras restantes em solução, o que as dará uma sobre vida. A diminuição desses intermediários “arredondarão” os aromas e sabores da cerveja e permitirá uma boa condição de maturação na garrafa. Os aromas do lúpulo ficarão mais evidentes, assim como o malte poderá ser notado sem tanta interferência de ésteres frutados da fermentação e aquele aroma de fermento.

O bacana de tudo isso é que quando fazíamos cerveja em casa, adotamos esse procedimento relativamente tarde (de colocar a cerveja na geladeira), depois que eu adquiri o livro do Dave Miller. A melhora da cerveja é absurdamente incrível, então reservem,  entre a couve-flor e o pote de requeijão, um espaço para o tanque de fermentação. As leveduras não morrem com o processo e no mesmo livro diz que em até 10 dias dentro do refrigerador ainda há célula o suficiente em suspensão para carbonatar a cerveja na garrafa. Cerveja translúcida = moral com os amigos.

Cabe ressaltar também que se por um motivo qualquer você não conseguir colocar o fermentador na geladeira, a cerveja ainda ficará bacana, tomamos por um bom tempo cerveja desse jeito e nunca nenhuma garrafa foi para a pia.

A refrigeração é bem importante nas Lagers e não se cogita fazer Lager sem algum sistema de controle de temperatura. Nas cervejarias comerciais toda a fermentação e maturação, de Ales ou Lagers têm a temperatura rigorosamente controlada, o que aumenta a reprodutibilidade das receitas. Normalmente em casa quem manda é o clima. A temperatura dentro de um tanque em plena fermentação é vários graus superior a temperatura ambiente, o que favorece a formação de esteres frutados, uma verdadeira tragédia em muitos estilos de cerveja.

Um abraço e até o próximo post!

Nossa cria na geladeira. Essa faixa branca embaixo vai crescer com o acúmulo de fermento ali.

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