Arquivos de tags: Degustação

Novembro recheado de novidades da parceria Sinnatrah-Nacional!!!

Quinhentos litros de B’IPA e Encontro de Cervejeiros Paulistanos na Cervejaria Nacional – IMPERDÍVEL!!!

Bom pessoal, depois de algumas semanas entre cozimento, fermentação e dry-hopping, o carro chefe da Sinnatrah Cervejaria-Escola, a B’IPA, finalmente foi para o barril para um merecido descanso até o dia 5 de novembro quando será desfrutada pela primeira vez na Cervejaria Nacional. Antes disso temos o Curso de Cerveja Caseira lá na Sinnatrah. Inspirem-se.

Relembrando: utilizamos a receita clássica com os maltes Pale Ale e CaraAroma, o que contribuiu para uma cerveja com mais corpo que uma IPA americana, de coloração âmbar-alaranjado. O amargor ficou a cargo do Galena e do Columbus e os 60 IBU estão evidentes, embora bem arredondados pela maturação a frio. No aroma usamos o Fuggles e o East Kent Goldings, o que faz com que esse atributo varie entre o herbal clássico e o terroso intenso. Essa dupla foi utilizada também no dry-hopping, aquela técnica utilizada para dar mais ênfase ao aroma, colocando os lúpulos na maturação. Sua rinite não será obstáculo para o frescor do aroma na cerveja.

A B’IPA será lançada, como dito, dia 5 de novembro, na Cervejaria Nacional e se tudo correr bem, será servida através de um filtro de lúpulos em flor, sonho deste que escreve desde sempre. O mês de novembro também reserva outras surpresas, além da B’IPA na torneira.

No dia 12 de novembro realizaremos um encontro na Cervejaria Nacional, nos moldes do Encontro de Cervejeiros Paulistanos, que rola na Sinnatrah Cervejaria Escola. Quem se interessar é só trazer suas cervejas feitas em casa aqui na Nacional, à partir das 18h, para degustação e um bate papo sobre cerveja caseira. Tem dúvidas de produção? Apareça aqui e converse com o pessoal. Se você trouxer cerveja, por favor, se inscreva antes no contato@cervejarianacional.com.br e diga o que e qual volume está trazendo.

No dia 25 de novembro acontece a festa de premiação do III Concurso de Cerveja Artesanal da Acerva. Grande festa onde será servida a receita vencedora do concurso, uma Oatmeal Stout.

É isso amigos, vamos nos falando.

Abraços

Alexandre Sigolo

Tivemos um bom ano…

E que grande 2011 tivemos. Pelo menos no nosso cada vez maior e vibrante universo cervejeiro.

Este ano diversos lançamentos, muitos agora no fim do ano, fizeram nossa alegria e demonstram que estamos evoluindo, e a passos rápidos. A Bamberg lançou a St. Michael, a Camila Camila e pela primeira vez, provei sua sensacional Oktoberfest. Produziram também a M3, IPA comemorativa ao 3º. Aniversário do Bar Melograno. IPA também deve ser o lançamento da Schornstein e uma Double IPA, a Vixnu, da Colorado, dando força para minha teoria que em breve as IPA´s serão a cerveja dos brasileiros. Deste brasileiro aqui, já é. Vários outros lançamentos também nos deixaram alertas por aqui.

Diversas importadas também chegaram , fazendo nossa alegria. Todas essas iguarias podem ser aproveitadas no cada vez maior número de bares especializados na cidade.

Pelo menos 5 grandes festivais cervejeiros aconteceram esse ano, incluindo eventos estreantes e dezenas de encontros de cervejeiros caseiros. Aliás, o número de cervejeiros caseiros só cresce e por todo cantos se acha cerveja de alguém que usou suas próprias panelas. Espero que em 2012 muitos mais se juntem a nós. A presença de cervejeiros caseiros em grande número é fundamental para a consolidação de uma cena cervejeira criativa e diversa.

Finalmente, duas grandes alegrias nesse ano de 2011: A Sinnatrah crescendo e se desenvolvendo, sem perder essa paixão de lidar com cervejas e a Cervejaria Nacional, senão o primeiro, o mais genuíno Brewpub em São Paulo.

Bom,  em versão ultra Express e omitindo muitas coisas bacanas que aconteceram, essas foram as boas noticias do que aconteceu em 2011. Espero que 2012 muito mais coisas legais aconteçam!

Boas cervejas e bebam melhor esse ano.

Natal 2011 na Sinnatrah! Festa dia 10 de dezembro!

Amig@s cervejeir@s!

Nesse próximo sábado (10 de dezembro) faremos nossa festa de final de ano! A festa seguirá os moldes da nossa I NanOktoberfest (DIZEM que vai ter até mais cerveja!), mas com motivação natalina!

Teremos nossa IPA (a B’IPA), nossa Porter (a Brucutu) e duas cervejas convidadas mais do que especiais! Da nossa “irmãzona”, a Cervejaria Nacional – Uma Pilsen com Dry-hop de Saaz, e uma Stout!

A entrada vai custar 50 reais, e além das cervejas teremos também petiscos natalinos! Para participar é só comparecer no dia. Mas ( se possivel) pedimos uma confirmação por email (sinnatrah@sinnatrah.com.br) ou no evento em nossa página do Facebook, apenas para facilitar a organização.

No dia também lançaremos nossos kits de Natal! Teremos kits com duas e com três cervejas. As cervejas especiais desse ano são: Beet Beer – nossa Red Ale com beterraba para um vermelho especial; A Xmazz Beeer –  nossa Brown ale com mel silvestre e açúcar mascavo; e a volta da Weiss braziliensis –  nossa cerveja de trigo com maracujá.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Esperamos você lá!

Saúde!

Rodrigo

Quando: sábado, 10 de dezembro – das 14h às 21h.

Entrada: R$50,00 – pra comer e beber à vontade! (“infelizes” não bebedores de cerveja pagam apenas 30 reais 😉 ).

I NanOktoberfest Sinnatrah – Alegria e muita cerveja!

Amig@s Cervejeir@s!

Nesse último final de semana realizamos mais um evento cervejeiro na Sinnatrah. Foi nossa primeira festa de outubro, a “I NanOktoberfest Sinnatrah”. Definitivamente não podíamos deixar de celebrar eventos cervejeiros como esse e o Dia de São Patrício em março.

Bom, antes de falar da nossa festa, um pouco de história.

Essa festa alemã começou a ser celebrada em 1810, em Munique na região da Bavária. Foi criada para celebrar o casamento do príncipe Ludwig (que se tornou o rei Ludwig I) com a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen. Toda a Bávaria foi convidada para a festa que aconteceu no dia 12 de outubro, no mesmo local onde é celebrada atualmente, nos “Campos da Teresa (Theresienwiese)”.

A festa tinha como ponto alto uma corrida de cavalos, e ainda existem referências a isso durante a festa hoje em dia, em desfiles, apesar da cerveja ter se tornado o centro das atenções. Foi um enorme sucesso e por isso foi marcada uma repetição para o ano seguinte, e acabou virando tradição. Mas foi apenas em 1887 que cervejarias começaram a participar da organização da festa, iniciando o modelo atual da celebração com as tendas e bandas de músicas típicas. E apesar do nome, a festa sempre ocorre nos últimos dias de setembro, pegando apenas o primeiro final de semana de outubro.

Este slideshow necessita de JavaScript.

E a nossa NanOktoberfest Sinnatrah celebrou a existência dessa fantástica festa onde a cerveja é o combustível e lubrificante social para muita cantoria, brindes (Ein prosit…Ein prosit…), danças… enfim alegria (e cerveja) quase sem fim! Consumimos alguns petiscos alemães como Weisswurst (salsicha branca) e outras salsichas (frankfurter e  schilling), e Apfelstrudel (strudel de maça by boa de garfo).  Curtimos também musicas alemãs até a “quase” começarmos a entender as letras (sem chances!).

Algumas curiosidades legais da nossa festa que “superaram” a festa de Munique.

Enquanto por lá apenas cervejas do estilo Oktoberfest são servidas em todas das tendas (de cervejarias diferentes), na nossa tivemos 3 diferentes estilos de cervejas alemãs, Helles, Rauchbier e Alt, além de nossa clássica e aclamada India Pale Ale, a B’IPA.

E o mais surpreendente, enquanto durante a festa em Munique são consumidos cerca de 1,11 litros de cerveja por cabeça (dados de 2010 – 7,1 milhões de litros para 6,4 milhões de pessoas), a nossa teve o dobro! Cerca de 2,2 litros por pessoa (dados de 2011 – 110 litros para 50 pessoas). “Toma essa Munique!” 😛

Obrigado a todos pela participação e ano que vem tem mais. Estamos até pensando em mudar o nome para (pelo menos) MicrOktoberfest! 😉

Prost!

Rodrigo Louro

Análise sensorial: valorizando os aspectos positivos da cerveja artesanal

(adaptado de artigo de Hanna Laney para o Huffinton Post, disponível em http://www.huffingtonpost.com/hanna-laney/beer-tasting_b_974384.html)

Com o crescimento da popularidade da cerveja artesanal como uma indústria e, mais importante, como uma cultura, naturalmente vimos crescer também um extenso e complexo vocabulário cervejeiro.

A cerveja artesanal pode ainda pertencer a um segmento minoritário do mercado global mundial de cerveja, mas sua inegável ascensão de popularidade se mostrou tanto um desafio como um sucesso. De fato, com mais pessoas clamando pelas artesanais, a indústria se beneficiou com muitos novos consumidores interessados ​​e motivados.

No entanto, alguns argumentam que a taxonomia e vocabulário usado em degustação e avaliação de cerveja é profundamente falho e precisa de reforma. Se vemos a cerveja artesanal como a maravilha “feita a mão” que é, deveríamos medir sua qualidade de uma forma mais clara e objetiva.

Um defensor de uma reforma sobre o modo como classificamos os estilos de cerveja é Karl Ockert, diretor técnico da Associação de Mestres-Cervejeiros das Américas e ex mestre-cervejeiro e fundador da Bridgeport Brewing Company.

Atualmente, degustações de cerveja focam, como lembra Ockert, no processo de produção e no tipo de levedura. Isto é, a taxonomia de cerveja deriva da grande distinção entre ales e lagers. Ockert discorda dessa classificação, dizendo:

“Isso faz sentido para fabricantes de cerveja que escolhem os ingredientes, processos e estilos de cerveja a fazer. No entanto, muitos consumidores têm dificuldade em compreender as diferenças e/ou não se importam. Quantos milhares de vezes nos últimos 28 anos tenho sido perguntado “qual é a diferença entre uma lager e uma ale?”

A complexa taxonomia de cervejas (clique na imagem para ampliar)

 

Ockert foi pioneiro em um novo programa chamado de Beer MBAA Steward Certificate, que se esforça para mudar isso. O programa, que Ockert estreou em janeiro de 2011, foca mais na experiência sensorial de cerveja – os sabores dominantes encontrados em cada bebida específica. Mais do que a simples distinção ale ou lager, o programa divide as cervejas em categorias que focam na predominância de sabor de cada ingrediente: malt-driven (cervejas maltadas) hop-driven (lupuladas), fermentation driven (sabor da levedura se destaca) e saborizadas (um ingrediente extra – p. ex. frutas – é predominante).

“Nós podemos usar um vocabulário comum para cada grupo para ajudar o degustador a descrever com precisão o perfil completo de sabor das cervejas, indo muito além ‘maltado’ e ‘lupulado’, diz Ockert, “Isto se aproxima muito mais da maneira como os enólogos descrevem positivamente os sabores do vinho”.

Esta abordagem positiva é uma distinção importante, separando o programa daqueles que principalmente se concentram em identificar os pontos negativos ou off-flavors na cerveja, incluindo oxidação, acetaldeído, diacetil ou dimetilsulfitos.

O Certificado de Beer Steward se aprofunda também. Não contente em apenas parar no simples “lupulado” ou “maltado”, Ockert espera que o programa abrirá uma leque de adjetivos para os consumidores. Ele diz:

“Isso não significa que nós descrevemos uma cerveja como ‘um passeio na chuva de primavera’, mas sim que quando falamos de uma IPA lupulada, nós usamos termos como cítrico, rosa, pinho, limão, etc., dependendo da cerveja, que pintam um retrato exato do sabor da cerveja.”

Segundo Ockert, a missão de seus cursos é de “formação de profissionais de cerveja que olhem para a cerveja de uma maneira nova e especial” A chave aqui é “especial”. A cerveja artesanal é produzida com atenção e carinho e deve ser consumida da mesma forma.

Alguns podem ver essa visão positiva como irreverente ou como frescura, mas ela pode ensinar-nos a ser melhores degustadores de cerveja, consumidores mais sensíveis, analisadores mais afiados e, até, seres humanos melhores. Focalizando em atributos  positivos e únicos da cerveja, podemos apreciá-la como um produto artesanal, valorizando esse método de produção, ao invés de usar nossa  experiência para identificar só os aspectos negativos.

E se usássemos esta filosofia para descrever outras coisas? Será que a visão de Ockert para degustação da cerveja poderia nos guiar em outras atividades, incentivando-nos a encontrar os aspectos positivos em tudo que experimentamos com nossos sentidos? Deixe sua opinião nos comentários!

Por uma visão mais positiva da cerveja artesanal e da vida. Eu brindo a isso!

[p.s. – não podia deixar de lembrar desse clássico do Monty Python! 🙂 ]

%d blogueiros gostam disto: