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IX Curso de Cerveja Artesanal Sinnatrah – mais de 100 cervejeiros caseiros iniciados!

Amigos cervejeiros,

Nesse final de semana tivemos mais um de nossos cursos de fabricação caseira de cerveja artesanal. Casa cheia! Lotação máxima e ainda abertura de turma extra para o dia 03 de setembro (se você ainda não é um de “nós”, tai mais uma oportunidade de se tornar um cervejeiro!). Com os 19 novos cervejeiros da nona turma, a Sinnatrah ultrapassou a marca dos 100 alunos!! Isso nos deixa muito satisfeitos e empolgados para continuar com a propagação da cultura cervejeira através desse e de novos produtos e cursos que estamos criando. O curso introdutório que foi oferecido com desconto de lançamento no site de compras coletivas Groupon é apenas um deles. Aguardem!

E para os novos cervejeiros do IX curso, segue abaixo a foto final da turma, com todos felizes e satisfeitos ao lado de nossa futura American Pale Ale!

IX Curso de Cerveja Artesanal Sinnatrah

Nessa brassagem tivemos uma excelente eficiência, 75%. Normalmente a eficiência é um pouco mais baixa em brassagens com tantas mãos envolvidas. Porém a evaporação foi um pouco elevada e com isso acrescentamos 2L de água aos 17L obtidos no final. Com isso nosso mosto final ficou com OG 1,055 (medida); 40,61 IBUs (calculado); 11,23 SRM (calculado). E a cerveja está prevista para ter FG 1,014 e 5,5%ABV.

O mosto vem fermentando vigorosamente desde domingo. E alunos, lembrem-se que ele ficará a temperatura ambiente até sábado que vem e só depois irá para a geladeira (2-4ºC) para maturação a frio, e não o inverso!rs 😛 (piada interna do curso IX). E daqui a quinze dias envasaremos a APA IX e a produção será dividida entre os inscritos. Alias o aluno que responder primeiro (e de forma correta), no comentário desse post, o que está acontecendo com o mosto doce e lupulado nesses quinze dias leva uma garrafa a mais da produção (sim, vale procurar entre os posts do Diário de uma Pale Ale pela resposta 😉 ).

Obrigado a todos os alunos pela excelente turma! Esperamos que vocês tenham gostado, tanto do curso quanto da Brucutu lote 19, e que vocês entrem de cabeça nessa fantástica atividade criativa e manual, cheia de cultura e história! Estaremos aqui para ajudá-los nesse processo.

Saúde!

Rodrigo Louro

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O Fim de uma era

E esse foi seu fim...

O próximo dia 30 de novembro vai marcar o primeiro aniversário do fechamento da San Francisco Brewing Company (SFBC). Curiosamente, nesta data eu fazia minha primeira viagem a San Francisco por conta de um congresso sobre radicais livres. O hotel que eu estava era no mesmo quarteirão da SFBC, bem ao lado da lanchonete do café-da-manhã.

A SFBC era um brewpub, que desde 1985 ocupava o prédio de um antigo saloon da época da corrida do ouro, o Albatross na Columbus street. O bar reteve grande parte da decoração e da atmosfera do antigo saloon, muita madeira, espelhos, relógios enormes e lustres exuberantes. E claro, uma imponente fileira de torneiras de chopp. Na parte dos fundos do salão principal ficava a cozinha cervejeira, ou  brewhouse, do bar com capacidade pra 800 L por brassagem. Os fermentadores ficavam no andar de baixo e se conectavam diretamente as torneiras no balcão. Facilmente se encontrava por lá 8 ou 10 variedades de cerveja, além de comida e jazz ao vivo às segundas. Nada mal para criar o hábito de tomar uma Gripman’s Porter antes de voltar para casa depois de um dia de trabalho.

Fui ao bar umas 3 vezes durante meu período em San Francisco. Havia uns 4 estilos de cervejas disponíveis, dos últimos barris da SFBC que fecharia no espaço de 8 dias. Imaginei que tivesse entendido mal, mas o primeiro brewpub que eu pisei nos EUA estava fornecendo suas ultimas pints. Foi meio chocante, mas não fiquei pensando na efemeridade do momento e fiz minha parte para acelerar o processo deles. Conheci também uma dupla de suecos, morando em San Francisco “a melhor cidade do mundo” segundo eles, e viajando o mundo em busca de cervejas. Até de Eisenbahn e Blumenau eles estavam por dentro. Também tinham ido até a Columbus St. conhecer a cervejaria antes de seu fechamento. “The end of an age” anunciou um dos barman. A cerveja com contaminações, a grande panela de fervura de cobre oxidada e uma brewhouse em fase (acelerada) de desativação.

Voltei ao bar mais duas vezes, e numa dessas segundas feiras com Jazz. As cervejas foram acabando e na ultima vez apenas Pale Lagers eram disponíveis. As cervejas já não estavam mais em seu esplendor, uma manutenção minuciosa não era praticada nas chopeiras há um bom tempo e isso ficava bem evidente nas cervejas mais claras. Outros pubs de San Francisco já haviam superado a velha SFBC, uma das cervejarias que certamente ajudaram no renascimento da cena cervejeira na cidade.

Aparentemente o motivo do fechamento do bar foi a mudança de seu dono e fundador Allan Paul, veterano homebrewer, para outra cidade.

O interessante disso tudo é que a SFBC foi apenas um da quase uma dezena de brewpubs de San Francisco e os incontáveis em toda a Califórnia. Minhas memórias dessas visitas se mesclam com meu desejo e torcida para que um dia tenhamos uma cena forte como essa da Califórnia.

Diversos locais na zona oeste de SP têm se empenhado a acelerar esse processo como os bares Aníbal, Sagarana e Melograno, além da Sinnatrah com as nossas brassagens abertas e a futura Nacional, o primeiro brewpub nos moldes da SFBC por aqui.

A brewhouse em fase de desativação

A Brewhouse em fase de desativação.

Uma geral do belo bar

 

Alexandre Sigolo

Sinnatrah, muito prazer!

O que aconteceu com Letícia Borges está – ainda bem! – tornando-se mais comum: num belo dia, a empreendedora foi a um happy hour com alguns amigos e provou algo diferente e inusitado que mudaria até sua carreira: uma boa cerveja. Gostou tanto que abriu a Casa da Cerveja.

existem mais de 120 estilos da bebida fabricados mundo afora, mas a grande maioria dos brasileiros só consome a chamada Pilsen. As variações nos ingredientes dão origem a mais de 2 mil rótulos, portanto, não adianta mesmo dizer que não gosta de cerveja. “A pessoa tem que estar disposta a trocar cervejas de R$ 1 por uma de R$ 10, mas que te dará um prazer muito maior“, afirma a empresária. “A ideia é que as pessoas consumam menos e com melhor qualidade”, completa.

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