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É tempo de festa!!!

Amigos,

Mais uma festa de fim de ano Sinnatrah se aproxima (sábado, 10 de dezembro às 14h) nesse ano que foi cheio de motivos para comemorações em termos de cerveja e cultura cervejeira. A lojinha cresceu, uma pequena multidão participou dos nossos cursos e uma multidão maior ainda passou a fazer cerveja em casa.

A festa vai ser naqueles moldes Sinnatrah, cerveja da casa, uma cerveja convidada especialíssima e petiscos de época. O ingresso (R$ 50) é pago na hora e o consumo é livre. Os ingressos são limitados.

Esperamos vocês lá, de caneca na mão e sorrizinho nos lábios.

Abraços e saúde.

Mais uma tradição cervejeira se fixando – II Encontro de Cervejeiros Paulistanos Sinnatrah

Amigos cervejeiros!

Pois é, já virou tradição! O Encontro de Cervejeiros Paulistanos na Sinnatrah, na sua segunda edição, foi um sucesso novamente. Outra excepcional e divertida noite de terça-feira (que “destruiu” a quarta-feira de muitos, mas por um ótimo motivo).

Nós nos encontramos novamente no espaço Sinnatrah para beber cerveja, falar sobre cerveja e discutir sobre a cena cervejeira no Brasil e em São Paulo. Planos, parcerias e muitas “tramas” estão surgindo desses encontros. Ficamos muito felizes em poder contribuir, abrindo nossa casa, para que essas atividades, que enriquecem nossa cidade em termos cervejeiros, aconteçam. Cabe aqui mencionar que se não fosse um de nossos primeiros alunos, o Danilo Sant`Ana, (um verdadeiro “conselheiro” Sinnatrah 😉 ), ficar nos pilhando para organizar esse encontro ele não teria saído. Valeu Danilo!

Aconteceu muita coisa legal na noite e faço aqui um enorme esforço de síntese para relembrar os que estiveram presentes, e também para dar um gostinho para quem não foi. Conselho: guardem algumas de suas crias na geladeira para a próxima data – e não percam por nada! 🙂

Nesse encontro degustamos pela primeira vez a Bohemian Pilsner que brassamos em conjunto durante o Workshop de Lagers ministrado pelo mestre Paulo Schiaveto. Foi uma longa espera… Ela começou fermentar em fevereiro e após quase 3 meses de lagering ficou… ÓTIMA. Claro que os cervejeiros sempre encontram pontos para aperfeiçoar, mas se não fosse inviável (pelo tempo de preparo) eu parava de fazer/beber Ales para beber sempre essa cerveja (isso é quase verdade :P). Aliás, temos (nós, os participantes do workshop) que enviar uma garrafa para o mestre, já que ele comentou que só mandam para ele as tranqueiras cheias de defeitos para ele analisar, não concordam? 😉

Degustamos pela primeira vez (bom, eu já tinha tomado um teste…) também a Holiday Stout das Maltemoiselles que foi brassada por elas aqui na Sinnatrah. Bem equilibrada, torrado evidente e gostoso, bem fácil de beber! Uma delicia! Sem falar no rótulo, que superou as expectativas que já eram muito altas.

Tivemos também uma “penetra” carioca no encontro paulistano! A Duda da FemAle  e sua surpreendente Sex-a-holic, uma Pale Ale com 7% de álcool e pimenta malagueta. É incrível como mesmo depois de arder a boca (mesmo!), ela pede mais um gole.

Além disso, tivemos outras ótimas cervejas como a do amigo Frederico, uma Weizenbier fermentada com o fermento S-33, que além de não atenuar muito a cerveja, deixando ela mais adocicada, proveu um agradável e diferente (das “tradicionais” notas de cravo e banana) aroma frutado. Ficamos curiosos para usá-lo nas levas Sinnatrah! Talvez em nossa cerveja de trigo belga (witbier) a Cerveja Branca, ou em outra novidade futura que peça esses traços belgas.

Abaixo algumas fotos da noite. Obrigado a todos! Mês que vem tem mais, no dia 28 de junho!

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Saúde!

Rodrigo Louro

Dia de São Patrício na Sinnatrah – É nesse sábado!

Opa, como vão?

Neste próximo sábado comemoraremos o primeiro dia de São Patrício aqui na Sinnatrah. Claro, os dias de são Patrício são comemorados tradicionalmente no dia 17 de março mundo a fora. Com ou sem relação com irlandeses, é um dia de tomar chope verde, se vestir de verde, usar trevos e beber boas Stouts. Este estilo está para o São Patrício como as Pale Lagers estão para a Oktoberfest. Este ano fizemos uma receita inédita aqui na cervejaria para a data, a Black & Proud, uma Dry Stout que esperamos representar bem o estilo.

Praticamente todo mundo que já tomou cerveja artesanal na vida já cruzou com a lata negra e alongada, com bolinha dentro da Guinness, um referencial do estilo além de uma baita cerveja, com história interessante e sabor evidente de cevada torrada.

A Black & Proud é uma cerveja que leva bastante cevada torrada na sua elaboração, o que confere esse final seco e aroma torrado, além de corpo médio para baixo, assim e uma cerveja com um drinkability bastante elevado. No ano passado fizemos duas brassagens de um estilo irmão da Dry Stout, a Geraldo Filme Milk Stout, uma cerveja com mais corpo, levemente adocicada e com menos amargor de torrado.

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O ponto disso tudo é que em diversos lugares do mundo surgiram festas que celebram esse ou aquele motivo, mas na verdade é uma ocasião para reunir os amigos, ouvir musica de preferência tradicional, e mandar bala em copos, canecas, pints, calderetas, americanos, shakers, o que for de cerveja com alto drinkability e personalidade. Importar esses fenômenos europeus de boas cervejas e bons costumes cervejeiros é essencial para o momento cervejeiro artesanal que vamos passando no Brasil. O contato com (bons) costumes de tradições cervejeiras é sempre louvável.

Neste próximo sábado, esperamos contar com muitos amigos e amantes de boas cervejas na Sinnatrah à partir das 14h (até umas 22h) para confraternizar em volta da chopeira.

Alexandre Sigolo

Sinnatrah invadida por cervejeiros !!!!

O último final de semana foi especialíssimo lá para nós da Sinnatrah. Sábado e domingo recebemos cervejeiros para fazer suas brassagens em nossos equipamentos e usar a estrutura da Sinnatrah para fazer, aperfeiçoar ou entender melhor suas levas.

No sábado recebemos uma turma boa, a do Gustavo, que tinha até criança e preparou 20L de uma American Pale Ale. Ele e seus quatro assistentes já tinham alguma noção da brassagem e haviam feito um curso e uma leva anteriormente. O pessoal era muito dedicado e o nosso pessoal da Sinnatrah mais assistiu do que participou da brassagem. No final foi produzido um mosto de muito boa qualidade, translúcido com OG 1.052 e 42 IBU’s. Creio que esse dia na brassagem tenham também resolvido algumas questões sobre a montagem do próprio equipamento deles, algo que sempre deixa o pessoal meio inseguro na hora de desembolsar o investimento.

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No domingo foi a vez do retorno do Francisco, que já havia feito uma brassagem de uma APA conosco, no equipamento pequeno além de ter participado do nosso primeiro curso e de inúmeras brassagens abertas (alias dia 19 tem outra). Desta vez o Francisco ousou e buscou no livro “The Homebrewers Receipt Guide – Patrick Higgins, Maura Kate Kilgore, & Paul Hertlein uma bela receita de Brown Ale, e ainda usou pimenta rosa e maple syrup na receita. Foi uma brassagem muito divertida e gostosa de ser conduzida, além de ter nos apresentado a esses dois novos insumos. O Francisco já possui alguma experiência cervejeira e nós fomos dando alguma orientação, já que nessa brassagem utilizamos nosso equipamento grande. O processo resultou em 50L  mosto com OG 1.042, 20 IBU´s e está sendo fermentado pela S-04.

Creio que esse tipo de ação que temos aqui na Sinnatrah, o aluguel de equipamentos e espaço seja uma forma de fazer o cervejeiro iniciante pegar gosto pela coisa e testar suas habilidades. Penso que muitas das pessoas têm um pouco de receio de investir no hobby e ver que exige um pouco mais do que apenas as panelas.

Outras tem receio por serem inexperientes e a cerveja dar errado (o que, claro, não é uma forma correta de pensar, já que os erros nas brassagens nos ensinam muito, eu mesmo erro até hoje!). Até mesmo a preocupação com espaço e sujeira da brassagem nos apartamentos são impedimentos para que mais e mais cervejeiros façam suas próprias produções. Assim a Sinnatrah faz esse meio campo, orientando na compra de equipamentos, fornecendo insumos, receitas e dando uma ajuda na mão na massa, o que esperamos que faça surgir mais cervejeiros caseiros na nossa cidade.

Obrigado!!

Alexandre Sigolo

“Ritualística”

 

“Esse colossal consumo é quase sempre – se não sistematicamente – prazeroso: não se bebe cerveja como alimento, não se bebe cerveja como remédio, não se bebe cerveja como rito ou culto (o que ocorre com o vinho), não se bebe cerveja por defastio, não se bebe cerveja por dor de cotovelo ou dores mais à cabeça. Bebe-se pelo prazer de viver, sobretudo conviver – os bebedores solitários de cerveja são poucos e não estão bem, ou falta-lhes, no momento, um amigo. Desde muito cedo, as cervejarias, em várias partes do mundo, se fizeram enormes ambientes, extremamente conviviais, risonhos, extrovertidos, ridentes, cantantes, dançantes até.

É óbvio que, tão social, a prática do consumo da cerveja criou sua própria estilística. Esta se manifesta no estado prévio do bibente, na indumentária do vivente, nos ademanes dos bebedores, nos seus copos até. Um bebedor de cerveja que se reconheça como tal é, antes de tudo, um homem ou uma mulher que não deseja embriagar-se – se o quisesse, poderia dar-se a bebidas dez ou mais vezes fortes do ponto de vista alcoólico, para igual quantidade de líquido. Assim, o que ele ou ela quer mesmo é ter o prazer, a alegria, a satisfação, o encantamento que só a cerveja pode propiciar-lhe. Terá, por conseguinte, seu estômago forrado – mas não sobreforrado. Se comeu antes em excesso, é conveniente que deixe passar o tempo, anes de dar-se à cerveja. Se comeu razoavelmente, preenche o bom requisito. Deve, se possível, estar trajado de forma sóbria, simples e solta: nem cintas ou cinturões, nem roupas apertadas, nem montagens que exigem posturas postiças.

Os zitobalizadores são seres antes de tudo cordiais. Não tem o raquitismo exaustivo dos uisquidores dos litorais. Sua aparência, sem entretanto, é festival: se, por educado, não é de grandes gestos ou grandes gritos, sabe ondular o copo num brinde – que reitera não poucas vezes -, sabe sorrir, sabe rir, sabe até gargalhar, sem perurbar o sorriso, o riso ou a gargalhada contígua. Por isso, as cervejarias que se prezam não esmagam mesas e cadeiras contra mesas e cadeiras: permitem que o vozeiro sonoro se expanda nos ares, como um cantarolar de cérebros satisfeitos.

do livro: “A cerveja e seus mistérios” de Antonio Houaiss, ed. Salamandra.

Leitura altamente recomendável! 🙂

…só faltou acrescentar o hábito de beber água entre uma cerveja e outra, comprovadamente a melhor prevenção contra efeitos colaterais que podem vir a ocorrer no dia seguinte. 😉

Uma boa aplicação desta ritualística pode ser vista na nossa Bebemoração de fim de ano:

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Pra quem perdeu, fique ligado na nossa programação de 2011 (em breve!) para outras oportunidades!

Até lá,

BOAS FESTAS!

E se beber, não dirija!

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