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Curso de Cerveja Artesanal Sinnatrah na RedeTV!

O Curso de Cerveja Artesanal Sinnatrah apareceu na RedeTV! Aparecemos em uma matéria sobre fabricação caseira de cerveja que foi ao ar no RedeTV News desse último sábado, 30 de julho. Você pode ver o vídeo na íntegra abaixo.

Leia mais e veja fotos dos Cursos Sinnatrah.
Leia o Diário Pale Ale para saber mais sobre o processo de fazer uma cerveja!

Uma cerveja boa, cheia de sabor, do jeito que você preferir e por um valor muito acessível! Que você ainda pode chamar de sua!

Gostou da idéia? Quer ter esse (super)poder?

Venha fazer um de nossos cursos! Escreva já para curso@sinnatrah.com.br para detalhes de como reservar sua vaga para a próxima turma do dia 20/08/2011.

Saúde!

Rodrigo Louro

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6º Encontro Nacional de Cervejeiros Artesanais – Palestras técnicas da sexta-feira

Amigos cervejeiros!

O 6º Encontro Nacional de Cervejeiros Artesanais e 6º Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, o maior evento cervejeiro do país, foi bem legal (apesar de alguns detalhes a serem melhorados).

Leia também sobre a origem das Lagers.

Leia também sobre dry-hopping.

E além de me divertir muito durante a festa (“encharcado” de Wee Heavy da Bodebrown que é realmente uma obra de arte!), eu fiquei bastante feliz com o rumo da parte mais técnica do evento (mais uma evidência do meu “singelo traço nerd” :P).

Porém os preços para participação nas palestras (e outros eventos, como a própria festa) estavam um pouco salgados (acredito que nos próximos anos é preciso uma busca mais agressiva atrás de patrocinadores com maior força financeira), e assim a Sinnatrah foi obrigada a se dividir. Enquanto uma parte saiu para “pesquisa de campo” no BierTour, a outra parte (eu 😉 ) ficou para assistir as palestras do segundo dia do evento.

A primeira palestra técnica foi do Marcelo Cerdán, da Fermentis sobre “Otimização no uso de fermentos secos”. Eu já havia assistido a outra palestra semelhante durante o encontro do ano passado em Porto Alegre e estava sem grandes expectativas. Mas conseguimos boas dicas. Como o uso específico das leveduras T-58 ou S-33 para acondicionamento em garrafas. De fato já havíamos notado que em nossa Witbier, a Cerveja Branca , que é inteiramente fermentada com T-58, o sedimento era mais compacto e aderido ao fundo. Assim pretendemos passar a aumentar nossa maturação a frio e adicionar T-58 para a carbonatação (2,5-5 g/hl) nas garrafas, o que deve garantir uma cerveja limpa até (quase) o último gole. Ainda será lançado um novo produto que promete uma ainda maior compactação e aderência a garrafa! Acho muito legal esse tipo de desenvolvimento voltado a parcela do mercado que usa métodos artesanais.

Durante essa palestra ainda aconteceu uma discussão muito interessante sobre fermentos líquido e sólidos. Pode parecer que fiquei em cima do muro, mas concordo parcialmente com os dois lados. É fato que o uso das cepas corretas de leveduras é essencial para adequação de estilos, mas a árvore filogenética mostrada pelo Marcelo, mostrando que grandes grupos estão representados pelos produtos sólidos, me convence que podemos sim produzir cervejas de qualidade de diversos estilos usando esse tipo de leveduras. O que de forma alguma tira a importância nos detalhes diferentes que podemos atingir utilizando a variedade de leveduras líquidas disponíveis no mundo. E muito menos o mérito do projeto de leveduras líquidas que esta sendo iniciado no Paraná, no laboratório da Bodebrown com coordenação do farmacêutico e bioquímico (mais um nerd no mundo cervejeiro! ;)) e ex-professor da UFPR Nei Camargo. E a Sinnatrah pretende colaborar nessa empreitada, já que esse tipo de projeto sempre esteve em nossos planos. Quem quiser colaborar, discutir, tirar dúvidas ou apenas ficar por dentro dos fermentos líquidos é só entrar no grupo de discussão: dna-da-cerveja@googlegroups.com.

A segunda palestra foi sobre “Cervejas Especiais – Desafios e Estratégias para a Aceitação de um Público Monoestilo” ministrada pelo proprietário do Brejas, Maurício Beltramelli. Essa é uma discussão muito importante para o período que vivemos, de transição, aqui no Brasil. Porém acredito que teria sido enriquecida se fossem apresentados outros casos de sucesso nessa tarefa, não apenas as soluções do próprio Brejas. Sem duvidas poderia ter sido uma mesa redonda ou mesmo uma palestra do próprio Maurício com um coleta de dados de seus “concorrentes”.

A última foi a mais esperada por mim, “Radical Brewing” pelo grande cervejeiro, design e autor de livros incríveis, Randy Mosher. O legal que ele não se ateve apenas a falar de radical no sentido de extremo. Ele também falou sobre o sentido de raiz, de tradição. Extremamente interessante, falando por exemplo sobre as cervejas pré-lúpulo, as Gruit-beers e sobre como a tão aclamada Reinheitsgebot foi antes de qualquer coisa uma forma de taxar a cerveja. Algo muito legal que ele comentou foi sobre algumas idéias de como expandir a criatividade na hora de criar cervejas. Pode parecer meio bobo, mas e se nos imaginássemos coisas diferentes em nossa história e as relacionasse com a cerveja. Por exemplo, se ao invés dos Portugueses, nós tivéssemos sido descobertos bem antes por alguma nação mais cervejeira, como os Belgas. Apenas por fantasia mesmo, para imaginarmos que tipo de influência as idéias deles teriam em nossa cultura e como isso afetaria a nossa forma de pensar em cerveja! Gostei muito das idéias dele e como ele vem se ligando e ajudando o desenvolvimento brasileiro nesse mundo. E pode ter sido conversa de bêbados, mas eu não ficaria surpreso em ver o Randy Mosher na Sinnatrah em uma próxima visita ao Brasil, ou até mesmo uma cerveja nossa com rótulo assinado por ele. Torçamos para que isso aconteça de fato (faremos nossa parte, pilhando ele 😉 ).

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Em tempo, no primeiro dia oficial ainda participamos todos da única palestra da manhã, que foi gratuita e aberta a todos. Tratou de uma conversa com o Deputado Jeronimo Goergen, relator da lei do Simples, que esta apoiando a inclusão das micros cervejarias nesse sistema de tributação. O documento oficial gerado dessa conversa, denominado Carta de Florianópolis  contém interessantes argumentos para essa inclusão, como forma de incentivar o surgimento de novas cervejarias e aumento da produção. Um exemplo é a geração de empregos, enquanto uma micro cervejaria gera 1 emprego para cada 50.000 lts produzidos por ano, nas grandes cervejarias esse numero é de 1 para cada 1.000.000 de litros ano.

Aconselhamos a todos cervejeiros e entusiastas a participar desse tipo de encontro. É essencial para a cena que estamos construindo! A Sinnatrah estará nos próximos com toda a certeza!

Saúde!

Rodrigo Louro

Mais uma tradição cervejeira se fixando – II Encontro de Cervejeiros Paulistanos Sinnatrah

Amigos cervejeiros!

Pois é, já virou tradição! O Encontro de Cervejeiros Paulistanos na Sinnatrah, na sua segunda edição, foi um sucesso novamente. Outra excepcional e divertida noite de terça-feira (que “destruiu” a quarta-feira de muitos, mas por um ótimo motivo).

Nós nos encontramos novamente no espaço Sinnatrah para beber cerveja, falar sobre cerveja e discutir sobre a cena cervejeira no Brasil e em São Paulo. Planos, parcerias e muitas “tramas” estão surgindo desses encontros. Ficamos muito felizes em poder contribuir, abrindo nossa casa, para que essas atividades, que enriquecem nossa cidade em termos cervejeiros, aconteçam. Cabe aqui mencionar que se não fosse um de nossos primeiros alunos, o Danilo Sant`Ana, (um verdadeiro “conselheiro” Sinnatrah 😉 ), ficar nos pilhando para organizar esse encontro ele não teria saído. Valeu Danilo!

Aconteceu muita coisa legal na noite e faço aqui um enorme esforço de síntese para relembrar os que estiveram presentes, e também para dar um gostinho para quem não foi. Conselho: guardem algumas de suas crias na geladeira para a próxima data – e não percam por nada! 🙂

Nesse encontro degustamos pela primeira vez a Bohemian Pilsner que brassamos em conjunto durante o Workshop de Lagers ministrado pelo mestre Paulo Schiaveto. Foi uma longa espera… Ela começou fermentar em fevereiro e após quase 3 meses de lagering ficou… ÓTIMA. Claro que os cervejeiros sempre encontram pontos para aperfeiçoar, mas se não fosse inviável (pelo tempo de preparo) eu parava de fazer/beber Ales para beber sempre essa cerveja (isso é quase verdade :P). Aliás, temos (nós, os participantes do workshop) que enviar uma garrafa para o mestre, já que ele comentou que só mandam para ele as tranqueiras cheias de defeitos para ele analisar, não concordam? 😉

Degustamos pela primeira vez (bom, eu já tinha tomado um teste…) também a Holiday Stout das Maltemoiselles que foi brassada por elas aqui na Sinnatrah. Bem equilibrada, torrado evidente e gostoso, bem fácil de beber! Uma delicia! Sem falar no rótulo, que superou as expectativas que já eram muito altas.

Tivemos também uma “penetra” carioca no encontro paulistano! A Duda da FemAle  e sua surpreendente Sex-a-holic, uma Pale Ale com 7% de álcool e pimenta malagueta. É incrível como mesmo depois de arder a boca (mesmo!), ela pede mais um gole.

Além disso, tivemos outras ótimas cervejas como a do amigo Frederico, uma Weizenbier fermentada com o fermento S-33, que além de não atenuar muito a cerveja, deixando ela mais adocicada, proveu um agradável e diferente (das “tradicionais” notas de cravo e banana) aroma frutado. Ficamos curiosos para usá-lo nas levas Sinnatrah! Talvez em nossa cerveja de trigo belga (witbier) a Cerveja Branca, ou em outra novidade futura que peça esses traços belgas.

Abaixo algumas fotos da noite. Obrigado a todos! Mês que vem tem mais, no dia 28 de junho!

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Saúde!

Rodrigo Louro

Cerveja Branca, companheiro mineiro e brassagem aberta

Boa semana amigos cervejeiros.
No último sabado tivemos a primeira brassagem aberta do ano. Foi um sucesso! Muito obrigado a todos que compareceram, prestigiaram e animaram mais uma tarde de sábado na Pompéia. Tivemos nosso clássico Sinnatrah para degustação, a Brucutu, que mesmo sendo uma cerveja forte e encorpada estava descendo deliciosamente no nosso verão tropical. Mais uma vez, obrigado por todos que fizeram uma grande celebração cervejeira no último sábado.
Outra notícia importante é para quem mora em Minas:
A Taberna do Vale (http://www.tabernadovale.com.br/), que fica em Nova Lima – MG, é um centro de cultura cervejeira, que faz cursos e atividades cervejeiras desde 2009, e está na linha linha de frente mineira nesse quesito. Vale muito a pena dar uma lida no blog e, quem estiver pela região, dar uma passada lá e falar com o Felipe, um simpatissíssimo cervejeiro.

Taberna do Vale - MG

E para finalizar uma breve descrição das Witbiers belgas, só para dar água na boca para nossa Cerveja Branca que vem por aí…
As Witbier são cervejas belgas claras, mais que as Wheat Beer tradicionais, com presença esmagadora de malte de trigo, o charme dessa cerveja se dá pelos temperos que podem, e devem, ser utilizados em sua brassagem. O gosto do coentro e da casca de laranja amarga dão um toque de frescor e excentricidade, que fazem com que essa cerveja seja ótima para climas quentes, como o nosso, ótimo para o clima temperado europeu. Com volume alcoólico de 4 a 7%, essa delícia turva é uma cerveja que definitivamente todo cervejeiro deve ter em estoque.
”aguarde e confie”

Marcus F. Sigolo

Witbier, pela primeira vez.

No feriado da capital, fizemos nossa primeira Witbier, assim, no susto. Tudo indicava que iríamos fazer uma pequena brassagem de B´IPA para nossos estoques, mas no fim tínhamos muitos dos ingredientes que são utilizados nessa maravilha belga, incluindo as casquinhas de laranja e a semente de coentro que vieram na minha bagagem há um ano e meio.  Assim resolvemos tentar essa cerveja que já tínhamos vontade de fazer a algum tempo.

Fizemos uma base relativamente simples, com malte pilsen, trigo, aveia em flocos e uma pitada mínima de cristal 100. O cozimento foi à 66oC por uma hora e utilizamos na fervura o lúpulo Tettnager e o Saaz. Fizemos, seguindo o Beer Captured, duas adições dos “ temperos”, uma a 15 min. e outra a 5 min. do final da fervura.

Realmente era incrível o cheirinho de laranja e coentro que o mosto tinha depois da fervura, delicioso mesmo. Utilizamos uma levedura de cerveja de trigo alemã, o que eu espero que não comprometa nosso perfil aromático, seja como for, estamos muito ansiosos pelo resultado depois de uma brassagem bem tranqüila.

Essa cerveja também marca uma coincidência dentro da história Sinnatrah, já que pelo terceiro ano consecutivo fizemos cerveja no 25 de janeiro, aniversário da cidade. No ano passado fizemos a São Paulo Dubbel. Ano que vem faremos uma festa grande nesse dia.

Mais noticias quando essa belezinha ficar pronta.

Sementes de Coentro Brewers Garden

E as cascas de laranja, também Brewers Garden

Alexandre Sigolo

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