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Natal 2011 na Sinnatrah! Festa dia 10 de dezembro!

Amig@s cervejeir@s!

Nesse próximo sábado (10 de dezembro) faremos nossa festa de final de ano! A festa seguirá os moldes da nossa I NanOktoberfest (DIZEM que vai ter até mais cerveja!), mas com motivação natalina!

Teremos nossa IPA (a B’IPA), nossa Porter (a Brucutu) e duas cervejas convidadas mais do que especiais! Da nossa “irmãzona”, a Cervejaria Nacional – Uma Pilsen com Dry-hop de Saaz, e uma Stout!

A entrada vai custar 50 reais, e além das cervejas teremos também petiscos natalinos! Para participar é só comparecer no dia. Mas ( se possivel) pedimos uma confirmação por email (sinnatrah@sinnatrah.com.br) ou no evento em nossa página do Facebook, apenas para facilitar a organização.

No dia também lançaremos nossos kits de Natal! Teremos kits com duas e com três cervejas. As cervejas especiais desse ano são: Beet Beer – nossa Red Ale com beterraba para um vermelho especial; A Xmazz Beeer –  nossa Brown ale com mel silvestre e açúcar mascavo; e a volta da Weiss braziliensis –  nossa cerveja de trigo com maracujá.

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Esperamos você lá!

Saúde!

Rodrigo

Quando: sábado, 10 de dezembro – das 14h às 21h.

Entrada: R$50,00 – pra comer e beber à vontade! (“infelizes” não bebedores de cerveja pagam apenas 30 reais 😉 ).

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I NanOktoberfest Sinnatrah – Alegria e muita cerveja!

Amig@s Cervejeir@s!

Nesse último final de semana realizamos mais um evento cervejeiro na Sinnatrah. Foi nossa primeira festa de outubro, a “I NanOktoberfest Sinnatrah”. Definitivamente não podíamos deixar de celebrar eventos cervejeiros como esse e o Dia de São Patrício em março.

Bom, antes de falar da nossa festa, um pouco de história.

Essa festa alemã começou a ser celebrada em 1810, em Munique na região da Bavária. Foi criada para celebrar o casamento do príncipe Ludwig (que se tornou o rei Ludwig I) com a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen. Toda a Bávaria foi convidada para a festa que aconteceu no dia 12 de outubro, no mesmo local onde é celebrada atualmente, nos “Campos da Teresa (Theresienwiese)”.

A festa tinha como ponto alto uma corrida de cavalos, e ainda existem referências a isso durante a festa hoje em dia, em desfiles, apesar da cerveja ter se tornado o centro das atenções. Foi um enorme sucesso e por isso foi marcada uma repetição para o ano seguinte, e acabou virando tradição. Mas foi apenas em 1887 que cervejarias começaram a participar da organização da festa, iniciando o modelo atual da celebração com as tendas e bandas de músicas típicas. E apesar do nome, a festa sempre ocorre nos últimos dias de setembro, pegando apenas o primeiro final de semana de outubro.

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E a nossa NanOktoberfest Sinnatrah celebrou a existência dessa fantástica festa onde a cerveja é o combustível e lubrificante social para muita cantoria, brindes (Ein prosit…Ein prosit…), danças… enfim alegria (e cerveja) quase sem fim! Consumimos alguns petiscos alemães como Weisswurst (salsicha branca) e outras salsichas (frankfurter e  schilling), e Apfelstrudel (strudel de maça by boa de garfo).  Curtimos também musicas alemãs até a “quase” começarmos a entender as letras (sem chances!).

Algumas curiosidades legais da nossa festa que “superaram” a festa de Munique.

Enquanto por lá apenas cervejas do estilo Oktoberfest são servidas em todas das tendas (de cervejarias diferentes), na nossa tivemos 3 diferentes estilos de cervejas alemãs, Helles, Rauchbier e Alt, além de nossa clássica e aclamada India Pale Ale, a B’IPA.

E o mais surpreendente, enquanto durante a festa em Munique são consumidos cerca de 1,11 litros de cerveja por cabeça (dados de 2010 – 7,1 milhões de litros para 6,4 milhões de pessoas), a nossa teve o dobro! Cerca de 2,2 litros por pessoa (dados de 2011 – 110 litros para 50 pessoas). “Toma essa Munique!” 😛

Obrigado a todos pela participação e ano que vem tem mais. Estamos até pensando em mudar o nome para (pelo menos) MicrOktoberfest! 😉

Prost!

Rodrigo Louro

X Curso de Cerveja Artesanal Sinnatrah – NOVO – Equipamentos!

Amigos cervejeiros,

Nesse final de semana aconteceu a décima turma do nosso curso de fabricação caseira de cerveja artesanal. Outra turma quase lotada, e diversas reservas para nossa XI turma, que será no dia 29 de outubro (se você ainda não é um de “nós”, está ai mais uma oportunidade de se tornar um cervejeiro!).

Turma bem variada, e com alguns já alunos do nosso curso introdutório que foi oferecido com desconto de lançamento no site de compras coletivas Groupon (ATENÇÃO: Turma Aberta em 08 de novembro!). Muito gratificante ver as mesmas pessoas que não esconderam o espanto com a frase: “Dá para fazer cerveja em casa!?!?”, prestando atenção enquanto companheiros fazem a recirculação e a lavagem dos grãos!

Para esse curso inauguramos a venda de dois tipos de kit para fabricação de cerveja em casa. O tradicional, para levas de 20L, com tudo que você precisa para iniciar as produções imediatamente, ainda com a empolgação elevada pelas agradáveis horas do nossos curso. O outro é um lançamento Sinnatrah. Nosso kit de mini-mash, para produções sem grande investimento inicial de 8-10L de cerveja. É um método que adaptamos para popularizar ainda mais a atividade de produção caseira de cervejas. É como o Alexandre disse: “com esse kit, uma pessoa pode fazer cerveja como quem vai passar um cafezinho. Eu já tenho o meu!”. Tirando a sutil diferença de tempo que sua cerveja e um café, ficariam prontas (com a fermentação e maturação, né pessoal do X curso? 😉 ), a analogia é bem válida pela facilidade de manipulação (e redução do tempo de brassagem). Aguardem maiores detalhes por aqui ainda essa semana, ou já escrevam para vendas@sinnatrah.com.br para saber sobre esse, e todos os outros produtos, que oferecemos.

E para os novos cervejeiros do X curso, segue abaixo a foto final da turma, com todos felizes e satisfeitos ao lado de mais uma futura American Pale Ale!

Felizes cervejeiros da X turma do Curso de Cerveja Artesanal Sinnatrah

O mosto está fermentando muito bem desde domingo. Para detalhes do que acontecerá nos próximos dias, chequem os posts do Diário de uma Pale Ale, e lembrem-se que em aproximadamente 15 dias ela estará na garrafa para retirada de parte da produção por cada um dos alunos.

Obrigado a todos os alunos pela turma! Esperamos que vocês tenham gostado, tanto do curso quanto da nossa APA.  E lembrem-se que agora a Sinnatrah além de insumos e ajuda no preparo de receitas, também vende kits básicos de fabricação! Não é brincadeira nosso lema (“tem cerveja no nome, a gente faz!”), e nem que estamos aqui para ajudá-los em todo o processo para se tornarem felizes cervejeiros caseiros!

Saúde!

Equipe Sinnatrah

151 IBUs: Você é macho o suficiente para esta cerveja?

(adaptado do artigo de ALEXANDRA GILL para o Globe and Mail)

India Pale Ale é a nova queridinha das torneiras. O sabor amargo, com personalidade, tem atraído cada vez mais cervejeiros caseiros a fazer novos blends de lúpulo. Mas e uma cerveja com 151 IBUs? Você é louco por lúpulo?

Leia mais sobre lúpulo.
Leia mais sobre IPAs.

No Festival Too Hop To Handle (“Lúpulo demais para aguentar”) em Vancouver, em junho, Claire Connolly levou o nome do evento ao limite. A mestre-cervejeira da Big River Brewpub em Richmond, BC colocou em um pequeno lote de “Insane” India Pale Ale na competição. Ela tinha 9% de álcool e incríveis 151 IBUs, ou Unidades Internacionais de amargor (IBU é a escala usada para medir amargor do lúpulo na cerveja, dada em partes da iso-alfa-ácidos por milhão). Para se ter noção do que é esse monstro lupulado, considere que a maioria das IPAs, a categoria de cerveja que mais cresce na América do Norte, fica entre 30 e 60 IBUs.

“Eu estava preocupada que não seria ‘bebível’“, disse Connolly, derramando um copo de um barril por um filtro cheio lúpulo em folha para infundi-lo com uma explosão adicional de amargor e aroma de pinha (a tradicional técnica de dry-hopping, ou lúpulo a seco).

Leia mais sobre lúpulo a seco.

Se uma IPA típica tem gosto que lembra grapefruit (toranja), esta versão extrema era semelhante a de mascar casca e sementes de toranja. As resinas do lúpulo permaneceram na língua por uns bons 20 minutos, sugando toda a umidade da boca e destruindo as papilas gustativas para mais nada. No entanto, como observou a Sra. Connolly, muitos apreciaram: “As pessoas que têm paladares hiper-estimulados [ou insensíveis?!] estão dizendo ‘Mmm, não é mau. Não é muito amargo. ” E eu: ‘Você está louco?’ ”

A Insane IPA era “muito lupulada” para ganhar o prêmio de cerveja desafio; a honra foi para uma cerveja muito mais suave, bem-arredondada de Dave Varga do Taylor’s Crossing brewpub. Mas o interesse despertado por este peso- pesado insano de lúpulo só veio para mostrar até que ponto a crescente legião de “hard-core hopheads” estão dispostos a ir.

Hoje a IPA americana não é a cerveja do seu avô – mas pode muito bem ser a nova favorita da sua filha hipster. O estilo passou por uma grande revolução desde que foi criado no século 19 para saciar a sede de colonos e soldados do Raj britânico. O lúpulo, um conservante natural, foi adicionado para ajudar os barris a aguentar a longa viagem por mar em torno do Cabo da Boa Esperança. A nova “west coast” IPA, que tem pouca semelhança com a versão do Reino Unido, muito mais suave, foi significativamente mais lupulada quando a indústria de cerveja artesanal começou a decolar na Califórnia na década de 1970.

Nos Estados Unidos, IPA é um dos estilos de cerveja artesanal que mais crescem, depois de stout e pilsner. De acordo com os dados de vendas divulgados pelo Symphony IRI Group em abril, as vendas no acumulado do ano foram até 41,5 por cento maiores, com IPA agora representando 14,3% do total de vendas de cerveja artesanal. “Nesse ritmo, IPAs irão ultrapassar facilmente as pale ales até o final do ano para se tornar o estilo mais popular entre cervejas artesanais”, diz Paul Gatza, diretor Associação de Cervejeiros dos EUA.

“O ponto alto é o sabor”, diz o mestre-cevejeiro Gary Lohin da Central City Brewery, em Surrey, BC. “IPA é ousada e agressiva e tem muito do corpo. É uma cerveja para paladares aventureiros. “

Parte do que torna IPA uma bebida favorita é a sua versatilidade. A cerveja encorpada é rica e complexa o suficiente para desafiar o paladar, estimular o apetite, estar a altura de comida picante e “quebrar” a gordura, tornando-a um par perfeito para curries indianos e tailandeses ou frituras. E ainda, quando devidamente equilibrada com malte e álcool, uma IPA bem lupulada é seca, limpa, mata a sede, perfumada e repleta de aromas florais e cítricos – a bebida perfeita para o verão.

As grandes cervejarias ainda não pegaram a onda das lupuladas. Faz cerca de 30 anos desde que a Molson e Labatt fizeram uma IPA para o mercado mainstream. Molson Coors é proprietária da Vancouver Granville Island Brewing, que fabrica a levemente lupulada Brockton IPA em pequenas quantidades. Labatt  possui Alexander Keith, em Halifax, mas sua IPA é tão fraca que os fabricantes de cerveja artesanal dizem que não é tecnicamente uma IPA. “Por que se preocupar?”, Pergunta Paul Howe Sound cervejeiro Wilson.

Mas quanto lúpulo é demais? E quantos IBUs pode sentir o paladar humano? Especialistas dizem que o limite é de cerca de 100 IBUs; mais lúpulo que isso simplesmente não se dissolve no mosto, resultando em mais beta-ácidos, névoas de óleo em suspensão na cerveja e um sabor final horrível.

O segredo de qualquer cerveja, afinal, é o equilíbrio.

O que você acha? Deixe sua opinião nos comentários!

 

Happy IPA Day! (2)

Uau!!!

Hoje é o dia da India Pale Ale. Eu nem sabia que um estilo de cerveja tinha um dia especial para sua celebração mesmo assim eu gostei! A IPA, que a essa altura você já sabe do que se trata, é meu estilo de cerveja preferido, por uma larga margem. Sempre que eu vou a um bar diferente ou conheço uma cervejaria nova, procuro sua representante de IPA. Acho que é o lúpulo que vicia, ou algo assim, mas não consigo largar. Talvez pela originalidade da criação da sua receita pelos ingleses ou pelo simples prazer de tomar uma IPA bem feita.
Leia também o post do Felipe em homenagem ao IPA Day
A primeira cerveja que fizemos, Rodrigo Louro e eu, que sentimos orgulho e real prazer em tomar foi uma IPA, a qual fizemos a brassagem do malte Cararoma em uma panela separada para atingir a cor no grau certo. Lembro vivamente desse dia, pois ainda eramos muito iniciantes na arte cervejeira e não queriamos errar o tom. Haviam amigos em casa e de fato acertamos a cor, mas “erramos” a mão no lúpulo. A primeira impressão da cerveja pronta foi “Uau, estragamos a cerveja com muito lúpulo, parece chá de boldo”. Foi exagero de amadores, nunca mais conseguimos, mesmo com muito esforço, reproduzir aquela sensação impactante do seu principal ingrediente, meio como a sensação do primeiro beijo, intensa, indescritivel, prazerosa. Com o tempo o amargor perde seu impacto, mas continuou por muito tempo bem forte.
Fizemos mais IPA’s, as quais chamamos de B’IPA, nossa amarelinha que já está perto da brassagem de número 40! Não conheço homebrewer que nunca tenha feito IPA. Nosso amigo Frederico Ming faz uma de chorar, o Mauro Nogueira é outro Jedi das IPAs, é um baita estilo de cerveja que um dia será conhecido como o estilo preferido dos brasileiros.
Sempre temos pela simples razão de que adoramos nossa cria, que já foi enviada para concurso (nossa motivação da B’IPA #1), ganhou uma irmã imperial, a Mega B’ipa, (que saudades de você) e pelas minhas mãos uma prima mais nova, a Mula da Cervejaria Nacional.
Recomendo, então caro amigo, que cumpra seu dever de hoje até domingo e deguste uma IPA, temos algumas representantes no mercado, várias importantes, as grandes Indica e Estrada Real (Colorado e Falke), a Mula (Nacional), algumas importadas (Brooklyn, Fuller’s) e no seu homebrewer mais próximo.
Saúde!
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