Recados:

Boa tarde, pessoal, alguns avisos rápidos:
– A loja está aberta de segunda a sexta, das 13h as 17h.
– Os maltes base (Pilsen e Pale Ale) chegaram, entre em contato no vendas@sinnatrah.com.br, para maiores informações
– Depois de alguns problemas com as chuvas, nosso telefone e a empresa de telefonia, nossa linha está de volta, 11- 3862-6596

Obrigado

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Happy IPA Day!

Desde meados do século 17 essa grande cerveja faz parte do cotidiano dos ingleses, como uma versão mais forte das Pale Ales inglesas. A India Pale Ale está cada vez mais presente, e das mais diversas formas, no cotidiano do cervejeiro.

Um clássico, desde 1730.

As IPA’s britânicas sempre foram cervejas diferenciadas: para começar, tinham um gosto de lúpulo muito mais pronunciado e um volume alcoólico tambem diferente do que era encontrado na Inglaterra. Essas características fizeram com que essa cerveja fosse ficando cada vez mais popular e se consolidando como uma tradição inglesa com os exemplares de Burton, um verdadeiro clássico inglês.

Leia mais sobre o lúpulo

Dá-lhe lúpulo: 120 minute IPA, da Dogfishhead

Com o renascimento de cervejarias artesanais nos Estadosa Unidos a partir da década de 1970, muitos americanos descobriram as IPA’s inglesas e começaram a recriar esse estilo, com uma nova roupagem com ainda mais álcool, mais lúpulo e com os aromas mais variados.

Entusiastas da IPA continuam forçando os limites dessa grande cerveja com a adição de frutos e outras especiarias, mudanças de fermentos, tratamento diferencial da água e, buscando realçar ainda mais as caracteristicas amargas da cerveja com a utilização de dry hopping, tanto com lúpulos herbais e frutados como lúpulos cítricos e adocicados, como é o caso dos exemplares da costa oeste americana.

Leia também sobre a B´IPA, nossa IPA!
...e a tal MEGA B´IPA?

DogZilla Black IPA

Hoje chegamos até ao estilo ”Black IPA”: diferente das Porters, é uma cerveja mais seca, e diferente das Stouts, possui tanto o amargor dos maltes torrados, como amargor e aroma profundo do lúpulo. Nosso colega do Homini Lupulo recentemente andou se aventurando nesses novos mares escuros.

Não importa se você prefere as inglesas, americanas, belgas ou as misturas caseiras, o que é importante mesmo é que essa clássica cerveja continua sendo feita com devoção, tanto em cervejarias grandes, como por produtores de fim de semana, e que cada vez mais, no Brasil e no resto do mundo, temos mais e melhores exemplares dessa grande cerveja.

Bial, Fritz e eu brindando com uma autêntica B´IPA!

Para a alegria de todos nós!

Lúpulo a Seco (dry hopping)

 
 

O lúpulo, em suas diferentes apresentações: flores secas soltas, prensadas ou "pellets"

A técnica conhecida como Dry Hopping é amplamente utilizada no meio cervejeiro artesanal, fato que ficou evidente no VI Encontro Brasileiro de Cervejas Artesanais que aconteceu em Florianópolis no último dia 25, em que tinhamos muitas cervejas ótimas com os mais variados tipos de lúpulos a seco.

 O Dry Hopping consiste em uma ou mais adições de lúpulo a seco (sem cozimento ou qualquer outro tratamento) na cerveja, em diferentes estágios na fermentação.

Essa adição não modifica o amargor da cerveja, apenas ressalta ou modifica o aroma. A forma mais usual (e mais fácil) é  a utilização de um hop-bag ou infusor de chá na cerveja já fermentada (diminuindo assim o risco de contaminação a quase zero).

Hop Bag clássico

 O tempo  de maturação desse lúpulo na cerveja é de 2 a 3 semanas. Se não for utilizado o hop-bag, assim que o lúpulo for colocado na cerveja ele ficará na parte de cima do líquido, boiando; com o tempo esse lúpulo se depositará no fundo do fermentador.
O ideal é não levar esse lúpulo para a garrafa, ou trocar de keg para o consumo. Caso pouca quantidade desse lúpulo for para a garrafa, ele ficará no fundo da garrafa com a levedura, mas, novamente, em pouca quantidade. Se o caso é de ansiedade máxima e o envase for ser feito logo depois da fermentação, o legal é o Dry Hopping no 5º dia de fermentação, mas com muito cuidado para não contaminar.

Fica bonito de ver o lúpulo boiando, mas é mais difícil de removê-lo assim...

Essa técnica é amplamente usada nas IPA’s clássicas e levada para casos extremos na Escola Americana, em que lúpulos cítricos e muito florais são usados sem muita parcimônia, mas com resultados deliciosos. Hoje em dia estilos clássicos de lagers como Pilsners e Helles tem se utilizado dessa artimanha, com muito sucesso; até mesmo cervejas de trigo com dry hopping podem ser testadas – um resultado diferente, obviamente sem o aroma de banana ou cravo característicos, mas com o corpo de uma boa Weiss.
Se a sua preocupação com contaminação é alta, teste essa técnica já na maturação; não precisa ficar muito tenso com a contaminação pelo lúpulo. Com a cerveja fermentada, o álcool, a falta de oxigênio e o pH não favorecem o crescimento de nada que você precise se preocupar.
Por isso, nada mais impede um teste dessa grande técnica, aprovada pela Sinnatrah, com excelentes resultados.

Felipe Sigolo

Encontro de Cervejeiros Paulistanos na Sinnatrah

No último dia 19, tivemos o prazer de receber aqui na Sinnatrah, dezenas de cervejeiros artesanais, entusiastas da cultura cervejeira ou simplesmente apreciadores e amigos, todos moradores da cidade de São Paulo, com um objetivo de trocar experiências, artimanhas e degustação de cervejas feita em casa.
Foram tantas cervejas que, ao final, estava um pouco complicado qualquer avaliação mais rica, mas o clima de descontração estava perfeito. Eram estilos distintos de cervejas, desde belgas frutado até cervejas Pale Lager espantosas, clone de cervejas inglesas e as tradicionais cervejas de trigo alemãs, exemplares de IPA americanas e cervejas escuras e potentes.
Com a conversa descobrimos muitos truques, pudemos passar algum conhecimento, esclarecer algumas dúvidas, mas acima de tudo, conhecer pessoas que estão levando a sério esse hobby, alguns com muitos anos (até décadas) de vivência cervejeira. É uma prova clara de os cervejeiros estão ficando casa vez maiores – e melhores, e que estamos construindo um lugar diferente daquele de alguns anos atrás, em que para se experimentar uma cerveja diferente do ‘PADRÃO-ESTABELECIDO’  era preciso viajar a outros países.
A colaboração maciça dos cervejeiros foi essêncial para que tudo corresse do jeito que foi, cada um trazendo sua cerveja e mostrando para os demais, colocando dúvidas e pontos de vista bem definido sobre os assuntos que afetam a todos cervejeiros. Foi um encontro idealizado por cervejeiros e para os cervejeiros.
O evento foi um sucesso e estamos planejando outro para Maio (dia 10 ou 24 – sugestão de data é bem vindas).
Esperamos que todos tenham gostado como todos aqui da Sinnatrah.
Fique atento e saúde.

Marcus Felipe Sigolo

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Não é Ficção, é Cerveja em casa!

Uma das primeiras dúvidas que as pessoas apresentam assim que descobrem o incrível mundo do ‘Fazer Cerveja em Casa’ é:
”Mas será que consigo fazer cerveja na minha casa?”
E a resposta é SIM!
Com o equipamento básico, uma boa organização e limpeza (antes e depois), acrescidos de conhecimento cervejeiro, sua casa tem de tudo para se transformar na fábrica de sonhos de qualquer um que realmente goste de cerveja.
Para começar, os equipamentos básicos; para uma produção caseira padrão de 20L, uma panela de 30L, com fundo falso e torneira, é o suficiente. Tudo é muito adaptável, desde o fundo falso que pode ser trocado por uma ‘bazooka’ ou um ‘grain bag’, até a torneira que pode ser substituida por um sifão.

Bazooka Cervejeira
Para o processo quente, um fogão de apartamento com gás encanado já nos rendeu boas cervejas – e tantas outras que experimentamos por aí, mas um fogareiro pequeno tambem é uma boa opção.
O resfriamento, que é sempre um processo preocupante, pode ser feito por um chiller de imersão de cobre; fácil de ser encontrado pronto, pode tambem ser feito da maneira caseira, por ser um material, relativamente barato e fácil de ser manipulado. Com um pouco mais de investimento, um trocador de calor facilita muito esse processo.

Chiller de Imersão
O fermentador mais comum em muitas residencias cervejeiras é o famoso galão de água convencional de 20L, vedado e com mangueira para a liberação de gás carbônico.

Air Lock Natural
A sanitização do fermentador e das garrafas pode ser feita com o molho de solução de água de torneira e água sanitária, com enxague de água fervendo. A sanitização de panelas e outros objetos na parte quente do processo é desnecessária. Porém, apartir do resfriamento, todo excesso de preocupação é justificavel com tudo aquilo que vai ter contato com a futura-cerveja. Não é necessario sanitização com água sanitária, mas sim com boa dose de álcool 70, mais fácil de ser manipulado, e eficaz para sanitizações rápidas.
Para a fermentação, um local ao abrigo de luz e fresco é ideal para cervejas do tipo Ale – por volta do 20°C; já para cervejas do tipo Lager, uma geladeira com termostato só para a fermentação é altamente recomendado, pois a temperatura ótima para uma fermentação seria por volta dos 10°C, o que inviabiliza o armazenamento para fermentação mesmo no nosso inverno tropical.
Esse é o básico para  quem quiser fazer cerveja em casa.  Fácil e gostoso. Agora é só começar.

Essas e outras dicas, conhecimentos, ajuda de todo o tipo, por aqui

Marcus Felipe Sigolo

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