Lúpulo a Seco (dry hopping)

 
 

O lúpulo, em suas diferentes apresentações: flores secas soltas, prensadas ou "pellets"

A técnica conhecida como Dry Hopping é amplamente utilizada no meio cervejeiro artesanal, fato que ficou evidente no VI Encontro Brasileiro de Cervejas Artesanais que aconteceu em Florianópolis no último dia 25, em que tinhamos muitas cervejas ótimas com os mais variados tipos de lúpulos a seco.

 O Dry Hopping consiste em uma ou mais adições de lúpulo a seco (sem cozimento ou qualquer outro tratamento) na cerveja, em diferentes estágios na fermentação.

Essa adição não modifica o amargor da cerveja, apenas ressalta ou modifica o aroma. A forma mais usual (e mais fácil) é  a utilização de um hop-bag ou infusor de chá na cerveja já fermentada (diminuindo assim o risco de contaminação a quase zero).

Hop Bag clássico

 O tempo  de maturação desse lúpulo na cerveja é de 2 a 3 semanas. Se não for utilizado o hop-bag, assim que o lúpulo for colocado na cerveja ele ficará na parte de cima do líquido, boiando; com o tempo esse lúpulo se depositará no fundo do fermentador.
O ideal é não levar esse lúpulo para a garrafa, ou trocar de keg para o consumo. Caso pouca quantidade desse lúpulo for para a garrafa, ele ficará no fundo da garrafa com a levedura, mas, novamente, em pouca quantidade. Se o caso é de ansiedade máxima e o envase for ser feito logo depois da fermentação, o legal é o Dry Hopping no 5º dia de fermentação, mas com muito cuidado para não contaminar.

Fica bonito de ver o lúpulo boiando, mas é mais difícil de removê-lo assim...

Essa técnica é amplamente usada nas IPA’s clássicas e levada para casos extremos na Escola Americana, em que lúpulos cítricos e muito florais são usados sem muita parcimônia, mas com resultados deliciosos. Hoje em dia estilos clássicos de lagers como Pilsners e Helles tem se utilizado dessa artimanha, com muito sucesso; até mesmo cervejas de trigo com dry hopping podem ser testadas – um resultado diferente, obviamente sem o aroma de banana ou cravo característicos, mas com o corpo de uma boa Weiss.
Se a sua preocupação com contaminação é alta, teste essa técnica já na maturação; não precisa ficar muito tenso com a contaminação pelo lúpulo. Com a cerveja fermentada, o álcool, a falta de oxigênio e o pH não favorecem o crescimento de nada que você precise se preocupar.
Por isso, nada mais impede um teste dessa grande técnica, aprovada pela Sinnatrah, com excelentes resultados.

Felipe Sigolo

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: